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Vamos entender um pouco sobre proteínas no leite?


 

aleitamento maternoTodos sabem que o leite materno é o melhor leite para o seu bebê. Mas por quê? Porque possuem a quantidade adequada de componentes capazes de nutrir o seu bebê. Ele possui uma grande quantidade de células de defesa (anticorpos), vitaminas e sais minerais. Além disso, possui a quantidade adequada de proteínas e gorduras capaz de fazer seu filho crescer saudável, ganhar peso, desenvolver o cérebro e sem sobrecarregar a função do rim e nem prejudicar o esvaziamento do estômago. Ele é preconizado exclusivamente por seis meses e, depois, até dois anos acompanhado de outras refeições.

Porém, por vários motivos, algumas mães não conseguem amamentar exclusivamente ao seio, ou não conseguem prosseguir com a amamentação até os dois anos. A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Pediatria indicam a não utilização de proteína do leite de vaca in natura antes do primeiro ano de vida devido a sua inadequação com relação a carência de vitaminas, ferro de baixa absorção, gordura animal e excesso de proteínas. Os estudos científicos atuais mostram que uma alta quantidade de proteína consumida no primeiro ano de vida aumenta seu tempo no estomago, sobrecarrega o rim e aumenta a chance de alergias e principalmente e mais grave, o risco de obesidade infantil. Portanto, na ausência do leite materno, existem as fórmulas infantis, para auxiliar na nutrição de seus filhos. Estas possuem quantidades ideais de vitaminas e minerais, gordura de qualidade e proteínas em quantidade semelhante as do leite materno. Mas ainda assim, existem diferenças entre as fórmulas infantis quando falamos de proteínas. Existem aquelas que se aproximam ainda mais da quantidade e qualidade dos aminoácidos sendo este um ponto muito importante já que a a proteína é o nutriente mais importante do leite materno quando falamos de crescimento e desenvolvimento. Então, um ideal equilíbrio entre a qualidade e quantidade de proteína é necessário para evitar um problema no futuro e um bom crescimento e desenvolvimento.

  • Os efeitos da proteína no bebê:
    • Crescimento e desenvolvimento – as proteínas existentes nas formulas infantis e no leite materno, são essenciais para o crescimento em cm do bebê e o desenvolvimento do sistema nervoso central. Uma quantidade inadequada de proteína, inferior a necessária, pode gerar um déficit no crescimento, porém uma concentração maior não aumenta o seu desenvolvimento e nem o crescimento.
    • Esvaziamento do estômago – os bebês tem um estômago apresenta um menor volume (espaço) e o tempo que ele esvazia são importantes para digestão e sensação de saciedade. Assim, uma proteína adequada é importante para a digestão do bebê. A qualidade da proteína pode dar a sensação para o bebê de estar “comendo uma feijoada”.
    • Sobrecarga renal – tudo que o bebê se alimenta é eliminado nas fezes e na urina. A formação da urina é feita pelo rim. Um excesso de proteína leva uma chegada maior de proteína no rim levando uma sobrecarga que poderá dar problema no futuro.
    • Potencial alergênico – Sabe-se que a proteína do leite de vaca é um dos principais componentes que geram alergia em menores de 2 anos, elas podem ser dermatológicas, gástricas (diarreia) e até mesmo respiratória. Quanto mais hidrolisada (quebrada) menor a chance de isso acontecer.
    • Redução do risco da obesidade – um excesso de proteínas pode levar um aumento de peso excessivo nos primeiros 2 anos de vida. Além disso, os estudos atuais mostram que esse efeito pode ser deletério para o resto da vida, aumentando a chance de obesidade no futuro, na infância e na adolescência.

     

    Recentemente, houve o lançamento de uma fórmula infantil + avançada e + moderna para a alimentação de bebês a partir de 0 meses. Esta fórmula apresenta uma proteína de altíssima qualidade em quantidades bem semelhantes a do leite materno. Mas o grande diferencial, é que ela vem parcialmente hidrolisada. E o que significa isso? O leite materno tem a proteína materna e o organismo do bebê reconhece e digere bem esta proteína. A proteína das fórmulas vem do leite da vaca modificado, isto é, outra espécie. Por isso, o organismo do bebê interpreta esta proteína como “um agente estranho”  e por isso, causa uma indigestão e desconforto no bebê como gases e até um possível alergia. Então esta fórmula com “ a proteína parcialmente hidrolisada”, faz a quebra da proteína em pedaços para que a digestão seja facilitada e com isso haja o conforto digestório, menos cólicas e gases além de prevenção de alergia.

     

    Que bom que as empresas estão investindo cada vez mais em inovação pelo bem dos nossos bebês trazendo uma composição cada vez mais próxima do leite materno.

     

    Mas IGUAL MESMO, impossível! O homem nunca irá alcançar através da tecnologia algo que foi feito pelo divino.

 

Autora: Dra. Thatiane Mahet