2 meses a 1 ano

Dicas

Vacinação de 2 meses a 1 ano


A vacinação é uma etapa importante da vida da criança que modificará sua vida até a vida adulta. Algumas vacinas dadas na infância protegerão a criança para sempre para doença como a vacina contra hepatite B, outras deverão ser tomadas periodicamente para mantê-lo protegido como, por exemplo, a tríplice bacteriana que deve ser realizada de 10 em 10 anos. E muito comum a mãe se preocupar com a vacinação nos primeiros anos de vida esquecendo-se quando a criança torna-se maior. Isto não deve acontecer.

De 2 meses a 1 ano é a época da vida que a criança toma uma quantidade de vacinas. Isto passa a sensação para mãe que a tortura não vai acabar e algumas mãe acabam desistindo de vacinar seus filhos. Vale lembrar que o calendário da vacinação pública brasileiro é um dos mais completos do mundo. A vacinação é um direito e um dever da mãe perante o seu filho. Toda mãe deve ter um calendário da vacinação atualizado sempre em mãos. Este é o principal documento do bebê após a certidão de nascimento.

Vamos agora enumerar todas as vacinas aplicadas neste período de vida da criança assim como as disponíveis no posto de saúde e as apenas disponíveis em clínicas particulares.

1 – Rotavírus – é uma vacina que é oral. Ou seja será dado um frasco de uma solução (gostosa) para seu bebê fazer a sucção. Durante este processo alguma parte do líquido será perdida, ele cuspirá ou babará, não tem nenhum problema pois já é dado uma quantidade um pouco maior do que a necessária para que ocorra este problema.  Existem 2 vacinas contra rotavírus a monovalente e a pentavalente. Ambas protegem contra o rotavírus que é um vírus que causa diarreia grave nas crianças. A diferença entre as vacinas é que a segunda protege contra mais sorotipos do que a primeira. A vacina monovalente é a que está disponível em todos os postos de saúde. Ela é realizada com 2 meses com uma dose de reforço com 4 meses. Ela não deve ser realizada após os 6 meses de idade porque aumenta os efeitos colaterais da vacina. A vacina pentavalente só está disponível em clínicas de vacinação, ela é realizada com 2, 4 e 6 meses. Não devendo da mesma forma ultrapassar os 6 meses.

2 – Triplice Bacteriana – É também chamada de DTP. Também existe em duas formas a DTPw e DTPacelular. Ela previne contra três doenças: a Difteria, tétano e a coqueluche. Ela é aplicada com 2 meses, 4 meses, 6 meses, 15-18 meses e 4-6 anos e depois a cada 10 anos. Nos postos atualmente ela é aplicada na forma de pentavalente associada a vacina da hepatite B e hemofilos tipo B. Na clínicas particulares, DTPacelular e feita da forma hexavalente, além das citadas acima é também incorporada a vacina contra poliomielite inativada. É a vacina que causa mais efeitos no bebê. Geralmente os bebês ficam irritados, dolorido no local da vacina e pode haver febre por 24-48h após.

3 – Hepatite B – A primeira vacina que a criança irá fazer uso é a hepatite B. Ela será realizada na maternidade e de preferência nas primeiras 24 horas de vida. Ela irá proteger a criança contra um sub-tipo de hepatite – a hepatite B. Será realizada mais 2 doses de reforço com 1 mês ou 2 meses e com 6 meses. Estas três doses conferiram proteção para a vida toda da criança. Será realizado com 2, 4 e 6 meses associado com a tríplice bacteriana e hemofilos do tipo B em âmbito público e na hexavalente em âmbito particular.

4 – Hemofilos tipo B – É uma bactéria que esta associada a infeções graves na criança como pneumonias, meningites e infecções generalizadas. Ela é administrada em associação com a DTPa e Hepatite B na pentavalente. Em clínicas particulares, esta na composição da hexavalente.

5 – Vacina contra poliomielite – ela pode ser oral (VOP) (as famosas gotinhas) ou injetável (VIP). A vacina oral é mais imunogênica, ou seja, apresenta parte do causador da pólio, porém está atenuado. A pólio injetável possui o causador porém ele está inativado. A primeira por ser mais imunogênica apresenta maiores efeitos colaterais e maior risco de pólio vacinal (risco é baixo de ambas). Atualmente na rede pública de saúde ela é disponibilizada das duas formas com 2 meses e 4 meses é realizada a forma injetável e com 6 meses, 15 meses e nas campanhas.

 

6 – Pneumocócica conjugada – é a vacina que foi implementada mais atualmente no calendário vacinal. Ela é realizada com 2 meses, 4 meses, 6 meses e 12-15 meses. Ela previne contra um tipo de bactéria muito comum, pneumococo que pode causar inúmeras doenças dentre as principais pneumonia, meningite e infecção generalizada. Existem inúmeros subtipos de pneumococo, a vacina disponível nos postos de saúde é a pneumococo 10 valente, ou seja previne contra 10 subtipos. Em âmbito particular, existe a 13 valente.

7 – Meningocócica C conjugada – Também foi implementada no calendário vacinal brasileiro em  . Previne contra a bactéria meningococo, que tem como principal manifestação através da meningite meningocócica. A vacina é realizada com 3 e 5 meses, e mais uma dose de reforço aos 15-18 meses e aos 6 anos. Ela está disponível tanto na rde pública quanto privada.

8 – Gripe (influenza) – É realizada para prevenção da gripe. É realizada com 6 meses e 7 meses. Após isso deverá ser dada uma dose de reforço anual entre abril-maio antes do período de inverno. Nos postos de saúde é disponível para todas as crianças entre 6 meses e 2 anos.

 

 Dra Thatiane Mahet

Médica-Pediatra

Médica formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Pediatra formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPMG/UFRJ)

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Autor: Thatiane Mahet